Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
Mais uma vez o Boca faz fila na Libertadores da América. É tocante a incapacidade dos times brasileiros de jogarem contra esse clube argentino. O Cruzeiro tinha um Minerão inteiro ao seu lado, era só vencer por um a zero. Tomou um gol. Tomou dois. E baubau Libertadores.
Dizem que na Libertadores não basta ter um elenco técnico, tem que ter raça. Tal como os reais libertadores do continente - Simon Bolívar, José de San Martin, Antonio José Sucre e Bernardo O’Higgins – homens bravos, valentes, brutos e de cabelos encaracolados louros.
O continente – e principalmente o Boca Junior – teve sorte na década de 80. Biro-Biro nunca jogou a Libertadores da América, para tristeza e luto inconformado de todo continente. Pois, se Biro tivesse disputado uma partidinha sequer pela copa, a historia seria bem diferente. O Boca não seria nada e a Bombonera não passaria de uma Bomboniere, ou sei lá.
Fica a sugestão: vamos torcer para o título do Corinthians na Copa do Brasil esse ano. Assim, o meio de campo do brother Menezes ano que vem poderia ser reforçado com ele, Biro-Biro.
Já imagino o impacto dessa notícia no mundo do futebol. Explosão no aumento de vendas de camisas e perucas, departamentos médicos se preparando para o novo apocalipse, as mulheres querem Biro-Biro e os homens querem ser como ele.
Te prepara, Boca. A partir do ano que vem, tudo vai ser diferente.



Cole esse selo no seu blog!
Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
Chegamos a conclusão. Nosso Biro Biro, o Chuck Norris dos gramados, foi maior que Maradona. Conhecido pela técnica refinada com que tira o escalpo dos adversários sem cometer falta, Biro Biro tem outra característica descobertas nesses dias de blog.
Lembram de Super Star Soccer? Pois então, é o Winning Eleven dos anos 90. Havia uma versão com times clássicos, os esquadrões inesquecíveis. E, pasmem, não havia Biro Biro. Quando parte da torcida do Timão foi reclamar, veio à tona o motivo. Disseram os organizadores:
“No game você pode controlar 400 jogadores do mundo. Menos Biro Biro, ele é incontrolável”.
E realmente é. Assim é Biro Biro, o homem que encara Deus. E ganha. O homem que extinguiu Papai Noel, já que o velinho havia esquecido a sua bola de presente. O homem que não bate falta. Biro surra a falta.
Não me venham com chororô, viúvas do Maradona. Futebol arte só é bom em comercial de chuteira. Até a teoria da relatividade se rendeu a Biro Biro, admitindo que ele pode te dar um carrinho ontem.
Biro Biro não sorri. Ele não vai ler esse blog, porque blog é coisa de fresco. Ele nessas horas deve estar dormindo com a sua 30ª mulher do dia. E sabe como ele chama isso? Uma sexta-feira morna.
Terça-feira, 13 de Maio de 2008
Lembro-me como se fosse há 20 anos. Ganhei um Super Trunfo Craques do meu avô, me tornando a criança mais feliz do mundo. Antes de levantar qualquer dúvida, sim, Biro Biro estava entre os selecionáveis. Era como uns curingas entre tantos que passavam até despercebidos.
Como tinha também o Maradona na lista de jogadores, em homenagem a eles, e também para por mais lenha nessa discussão de quem foi o melhor, refiz os Trunfos usando minhas limitadas técnicas de programas de edição de imagem.
Ficou uma nhaca, mas o que importa é o resultado sempre favorável àquele que foi o maior de todos.
Observe que até no quesito charme nosso Biro Biro leva a melhor sobre o hermano. Nos anos 80 era assim, só Renato Gaúcho levou mais mulheres para a cama que Biro Biro. Aliás, dizem que ele teve um curto relacionamento com a Luiza Brunet na época. Sim, ele também.
Era um volante que jogava até com o apêndice inflamado e tinha no seu histórico um toco na Luiza Brunet.
Que jogador era esse Biro Biro, que jogador.


Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
O que dizer de um jogador que é tema de uma matéria do Globo Esporte e ganha a seguinte citação: “Num time que antigamente de luz só tinha mesmo a penumbra de uma lanterna, Biro Biro foi mais uma vez a luminosa garra da equipe”?
Só mesmo Biro. Confira a matéria abaixo e observe alguns detalhes interessantes, como o carrinho clássico no segundo 34, a festa que até os palmeirenses faziam por Ele e como o cabelo de Biro conseguia se manter intacto mesmo após um banho.
http://www.youtube.com/watch?v=YKxqHqgmIn0
Em tempo: Jesus Cristo não agradou a todos. Biro Biro, sim.
Domingo, 11 de Maio de 2008
E é verdade. Não só em qualidade, já que os números de Biro Biro são extremamente expressivos. Fiz um levantamento para vocês terem uma idéia do tamanho da vocação e raça desse gênio da bola.
Ele entrou em campo jogando pelo Corinthians em 592 partidas (é o quinto atleta que mais jogou pelo alvinegro). São 11 anos de Parque São Jorge. Em média, Biro cometia 9 faltas e dava 17 carrinhos por jogo. Número esse que duplicava em clássicos, decisões e jogos na chuva.
Tiramos 120 jogos para configurarmos nessas condições, sobram 472 pelejas. Somando tudo, com condições de jogo adversas e tudo mais, Biro Biro tem uma incrível marca de 5.367 faltas e 12.104 carrinhos com a camisa do Corinthians!
E a imprensa fazendo esse alarde todo pro gol mil do Romário!
Calma, tem mais. Em cada carrinho, jogada símbolo do craque, Biro Biro deslizava cerca de 1,8m, isso graça a uma técnica em seus treinamentos com saltadores em distância na sua querida Olinda (PE). Não precisa pegar a calculadora, já somei e cheguei ao incrível número de 21,7km.
Ou seja, Biro Biro foi e voltou a avenida Paulista inteira quase oito vezes só de carrinho!

E o Maradona, hein? Nessa época o argentino estava de férias curtindo uma sunguinha atochada em Cuba.
Sábado, 10 de Maio de 2008
Dunga foi melhor que o Zidane? Galeano melhor que Platini? Obina é melhor que o Eto’o? Não importa, pois vamos definir uma coisa nesse blog: Biro Biro foi o maior que já desceu por essas terras e bateu uma bolinha.
Começou há pouco tempo essa discussão desnecessária de quem foi melhor: Biro Biro, eterno ídolo do Parque São Jorge, ou Maradona, um argentino. Bobagem. Não, mais do que isso. É sacrilégio!
Querer comparar Clapton com Hendrix, tudo bem. Jamoroquai com Stevie Wonder, tá, passa.
Mas Biro Biro com Maradona é coisa de publicitário que não sabe nada de futebol!
Biro Biro, que virou até Lero-Lero em uma de suas variações, foi o maior futebolista da história pós bola com gomos. Biro foi o único que tinha verdadeiramente no cotovelo seu cartão de visitas e jurava que, do pescoço para baixo, tudo que aparecia era tratado como parte da canela do adversário.
Sejamos francos, Maradona não chega nem perto do joanete do nosso volante. O argentino tinha essa mania de lances plásticos, frescurinhas que alguns tanto veneram. A única coisa boa que lembro de Maradona foi aquela sola no Batista na Copa de 82, só. Já Biro deixou um portfolio de lesões e fraturas expostas pelos campos do mundo.
Que fique claro: ginga, joga bonito, firula e outras denominações que jogadores pseudo-focas e comentaristas faceirinhos adoram frisar é uma tremenda bobagem.
Futebol arte é coisa de fresco. Biro Biro, o verdadeiro rei, deixou isso bem claro.
Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Acredito que todos aqui queiram conhecer o homem por trás do mito. Aqui pretendo iniciar um movimento em pról da “entrevista biro biresca”.
Vamos nos unir para persuadir nosso ídolo a nos ceder um tostão de sua atenção!
PS: Se alguém tiver um contato, serve o e-mail do craque avisa nos comentários. Vamos nos unir e fazer acontecer.
Quinta-feira, 8 de Maio de 2008